As leis que regem os TÁXIS não deverão regulamentar o UBER

José Justo – Editor
Estas leis para este novo negócio, não podem ser iguais às leis que regem os taxis, os ônibus ou qualquer outro tipo de locomotor, partes de um velho negócio. 
Podemos até tentar, mas, o efeito será tão inócuo quanto o foram os provocados pelas leis que tentaram regulamentar o transporte motorizado pelos detentores do poder através dos cavalos, ou, os vendedores de gordura tentando proibir a soja, ou ainda os acendedores de lampiões tentando regulamentar a eletricidade, ou ainda os defensores da telefonia de fio tentando regular a telefonia por ondas hertzianas e até mesmo os telefoneiros tentando barrar o Whatsapp! Sobra tambem para os estafetas tocando o pau na internet para a qual, eles achavam, perderiam o emprego por causa do e-mail. Cairemos no ridículo ao tentar. 
Em São Paulo, há algum tempo, de dentro do gabinete da uma Deputada, assisti uma cena tétrica, quando um taxista vociferou que queria condições iguais para UBER e TAXI e o uberista disse que tambem queria, pois, taxista não pagava IPVA, era isento de ISS, por ser prestador de serviços públicos e a fábrica de automóvel não lhes cobrava o ICMS como incentivo para renovação da frota, incentivada pelo governo estadual.
Veremos dois ou tres problemas nestes atos de tentar regulamentar o UBER, dentro das perspectivas de nossa realidade e não da realidade futura que a ciência e a tecnologia criaram: Em um livre pensar, segundo TS Eliott, a melhor maneira de matar um sistema, é tentar resolver problemas novos, aplicando soluções antigas. Ataualpa, o líder Inca, vaticinava que sua gente desapareceria por causa de dois fatores: armas e doenças: não temos as armas que eles têm e, se eles não nos matarem na luta, morreremos assim mesmo, por não termos remédios para as doenças que eles trazem. Foi trágico.
Em recente viagem à Alemanha, ouvi de um técnico de lá, que a tecnologia vai nos obrigar a pensar diferente. Taxistas tradicionais desaparecerão e não importa em quanto tempo, apesar de tudo que fizermos para salvá-los, mesmo nos expondo ao ridículo como a minha nobre Deputada fez. Da mesma forma que você hoje não encontra acendedor de lampião, nem postos para trocar ferradura de cavalos na beira das estradas, os correios mudaram de finalidade e agora não entrega mais carta de amor ou de dor, no entanto, servem muito bem para entrega de encomenda de lojas que vendem de tudo, localizadas no ciberespaço. Ah, já ia me esquecendo de anotar: Incas não existem mais nos Andes da América pós Grandes Navegações. 
O fim dos taxistas no modelo perverso que temos hoje, pode significar uma evolução da humanidade, assim como o foram o carro, o trem, a lâmpada, a penicilina, o celular e a internet. 
Calma! As pessoas que hoje dirigem taxis, não precisam desaparecer, morrendo de infecção ou sendo abatidas como os bisões da América do Norte. Basta que elas se adaptem, comprem seus carros e baixem o aplicativo para nos transportar. Podemos até pedir para o prefeito liberar o ISS, para o governador liberar o ICMS e pintar uma tarja no vidro da frente. Como vantagem competitiva e contrapartida socialmente justa, poderá ser abolida a mafiosidade da placa negociada, da hereditariedade do alvará e da truculência da concessão, que só nos gerou atrasos e nos condenou a viver no período feudal em pleno século das luzes do ICANN.
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Editores: Renato Brenol Andrade & José Justo 54 999 143 117
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