Best Western e o Rio de Janeiro: o desafio da super oferta

José Justo
De olho nas Olimpíadas de 2016, a Best Western inaugurou cinco empreendimentos no Rio de Janeiro, que completaram recentemente um ano de operação. “Quando fizemos nosso planejamento o Rio de Janeiro era outro mercado, com 90% de ocupação e a diária média mais alta do país. Mas, logo após as Olimpíadas, descobrimos que a cidade estava no caos. Então, o planejamento inicial não aconteceu. Mas, mesmo assim, voltamos a nos recuperar em termos de diária média e ocupação nesses últimos meses e acreditamos que poderá continuar crescendo”, afirma Marcio Lacerda, diretor geral da Hotelaria Brasil, que administra empreendimentos da Best Western.  
Para Lacerda, o governo não divulgou a cidade como deveria. Nós organizamos um evento do porte da Copa do Mundo e das Olimpíadas, mas não fizemos a divulgação internacional necessária, não fizemos o dever de casa. Quem fez isso, como Espanha e França, hoje lidera o mercado mundial, diz. O Rio de Janeiro perdeu turistas e eventos. Não tem organização política e o turismo não é colocado em primeiro plano e fala das diárias: o Réveillon de dois anos atrás não volta mais. Em 2016, as vendas começaram tímidas, mas no último momento os hotéis ficaram cheios. Acreditamos que neste ano os empreendimentos vão lotar, mas não com o valor de diária que gostaríamos, explica.
Autorais
A rede fechou parceria com a culinarista Bela Gil para oferecer alimentação saudável a seus clientes. A preocupação é oferecer refeições balanceadas com alimentos orgânicos, inclusive no frigobar e room service. A parceria com a filha de Gilberto Gil deu tão certo que a rede cogita abrir um restaurante em São Paulo, em uma nova unidade na cidade que está em planejamento.
Uma das estratégias para atingir o público externo é participar de festivais gastronômicos, como o Restaurant Week. queremos divulgar nossos restaurantes, principalmente os da Bela Gil. Ela tem programas de televisão, mas nunca teve uma operação comercial antes. É uma experiência gastronômica diferente e quando uma pessoa vai conhecer um dos restaurantes indicamos o famoso churrasco de melancia, diz ele.
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Grêmio vai carregar o Laghetto nas costas até dezembro de 201

 
Na manhã de hoje, em Porto Alegre, a rede Laghetto firmou parceria com o Grêmio Foot Ball Porto Alegrense para ostentar sua marca nas camisas do time principal, a partir de agosto deste ano até dezembro de 2019. Alem disso, a marca Laghetto estará exposta no centro de treinamento, nos canais eletrônicos e nos impressos. A partir de 2018, a marca estará em todas as camisas do Grêmio vendidas pela Umbro, seu patrocinador de camisas.
Segundo o Executivo do Grêmio, Beto Carvalho, 8 milhões de fãs gremistas poderão adquirir camisas com a nova marca. Segundo o Diretor Executivo da Laghetto,  Diego Cáceres, “os gremistas tambem poderão ganhar 15% de desconto em todas as unidades da rede hoteleira, nas cidades de Gramado, Canela, Bento Gonçalves, Porto Alegre e Rio de Janeiro“. 
O time e a comissão técnica do clube vão se hospedar nos hotéis da marca em Porto Alegre nas datas de jogos na Arena e, nas pré-temporadas, em hoteis da rede onde seja mais propício. No Hotel Laghetto Viverone Moinhos da capital, o clube utilizará tambem as salas de eventos durante as concentrações. Plínio Ghisleni, Presidente da rede estava emocionado: não por coincidência, a partir de hoje o Grêmio vai passar um bom tempo na Sala Lupicínio Rodrigues, uma homenagem dos hoteleiros ao autor do hino gremista, que diz ‘com o Grêmio, onde o Grêmio estiver’. Em todos os sentidos, acreditamos que o Grêmio está em boa companhia
As marcas Laghetto estão de olho no quadro de associados do Grêmio, cujos sócios poderão se hospedar bem perto dos seus ídolos. As gerências comerciais já estão se movimentando para criar facilidades e promoções para a torcida, como transfers, ingressos e passeios na cidade, agregados ao ato de torcer. Hotelaria e esportes podem representar boas oportunidades de negócios para destinos que queiram investir na recepção de visitantes.
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A vez e a hora da imagem e marca

O cenário econômico brasileiro, em geral, e o do Rio Grande do Sul, em particular nunca esteve tão propício à criatividade e à inovação. Dinheiro não há.
Segmento no qual a criatividade e a inovação sustentam o desenvolvimento é o da denominada Economia Criativa.(1)
No âmbito do instituto da “Economia Criativa”, ideias, imaginação, criatividade e inovação aplicam-se a quaisquer segmentos da economia, ou seja, a qualquer atividade econômica.
Assim, conhecimento e criatividade seriam o principal “capital” utilizado, podendo-se concluir que o Turismo pode ser considerado como um dos alicerces da economia criativa, pois apenas com sua imaginação e iniciativa (eventos) o indivíduo pode alterar a situação em mais de 60 segmentos da economia local.
Afinal, o Banco Mundial estima que a economia criativa já responde por aproximadamente 7% do PIB mundial.
Porto Alegre se destaca no setor com

Porto Alegre em Cena
Bienal do Mercosul
Feira do Livro POA
Centro Mundial de Assistência à Saúde.

Infelizmente, a visão holística (2)  reluta em aparecer nos pretensos conhecedores do “turismo!!!” que ocuparam cargos de liderança na área. Ninguém teve ainda a capacidade de utilizar o marketing holístico(3).
Com tal lacuna na Economia Criativa em Turismo o pior está acontecendo:
Imagem e Marca do Rio Grande do Sul estão esmaecendo. Ou alguém sustenta que o Gauchismo e o Gaúcho ainda têm muito apelo de atração de turistas para o Estado. Isoladamente, fala-se em  Festa Campeira do Rio Grande do Sul (Fecars); e do Encontro de Arte e Tradição (Enart), o maior festival de arte amadora da América Latina, segundo a UNESCO. (Evento tradicionalista gaúcho).
Será que está surgindo em Porto Alegre uma formidável oportunidade de ser aplicada a economia criativa na administração da capital gaúcha? Afinal, pela vez primeira TURISMO surge ligado a DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, integrado a Indústria, Comércio e Serviços.
Vamos torcer para que o novel secretário Ricardo Gomes tenha o perfil adequado à Economia Criativa. Precisaremos de muita imaginação para transformar as oportunidades que aí estão para se criar valor econômico. Luiz Fernando Moraes teve uns lampejos.

(1) –      Economia Criativa –  O termo foi originalmente utilizado por John Howkins  (The Creative Economy, 2001), e trata das ”atividades resultantes do desempenho de indivíduos que usam apenas sua imaginação, transformando-a em valor econômico, criando, produzindo e distribuindo produtos e serviços”.

  • – Visão holística – visão global de “todos os elementos, estratégias e atividades, que resulta em uma representação única da organização. A visão holística é oposta à lógica mecanicista, que compartimenta a empresa em vários blocos, causando a perda da visão global”.
  • – Marketing holístico, expressão criada por Philip Kotler e Kevin Lane Keller – que “ consiste na integração de várias vertentes do marketing, como o marketing de relacionamento, endomarketing, marketing socialmente responsável, webmarketing, marketing integrado, marketing social, marketing interno, branding, etc.”

Tocha olímpica, oportunidade de negócios

José Justo, Frontdesk

Período no Rio Grande do Sul será de de 3 a 9 de julho de 2016.
O “passeio” da Tocha Olímpica pelo Brasil poderá ser também grande oportunidade de mostrar a imagem dos estados e,
consequentemente, das cidades. No RS, por exemplo, as 28 cidades que estarão no seu caminho poderão realizar
eventos alusivos, projetando sua imagem na mídia e fazer criando oportunidades de negócios.

Prepare-se

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Hotelaria Gaúcha em 2015 e uma visão sobre 2016

José Justo

Ameaças
A maior ameaça para
a hotelaria em 2015 e 2016 é o ‘Aluguel de temporada”.

As prefeituras precisam regular isso, uma vez
que proibir é impossível, indesejável e fere a livre iniciativa, para lembrar três
conceitos: o da segurança, o da saúde do turista e o da concorrência desleal via
tributação. Assim, chamemos a vigilância sanitária e a câmaras de vereadores
para criar uma lei tributária que coloque dentro do sistema legal estes novos
atores.

Oportunidades
As maiores oportunidades
estão na expansão dos novos mercados, na utilização maciça da tecnologia e na
fusão de empresas.

Em tempos de crise, a moeda mais valorizada é a
criatividade, por isso, o ano de 2016 será o ano da inteligência competitiva.
Quem for mais criativo vencerá os menos corajosos e comprará suas empresas. Um
super guru americano diz que “em tempos de vacas gordas
se vende produtos e em tempos de vacas magras, se compra
concorrentes”.

Desafio
O maior desafio será fazer mais, com menos.

2013 e 2014 foram os anos da euforia. 2015 foi e 2016 será ano do desafio. Quem criou reservas e souber surfar sobre as
dificuldades artificiais criadas de forma aleatória algures e alhures, fará
sucesso, quem não entender o momento e mudar radicalmente, será – ou já foi –engolido.

2015 foi um ano que marcou a vida dos brasileiros como o “ano após Copa”, e apenas no Rio de Janeiro ele foi “o
ano antes das Olimpíadas”. Com as mesmas incongruências que são mais visíveis na
última semana do último mês do ano: no primeiro bloco de notícias, a euforia de
inaugurar uma obra revolucionária como o Museu do Amanhã e no segundo, a crise
do estado que não paga salários e não trata os doentes. Para alguém que
raciocine, pode ser que a pergunta a não querer calar seja: onde está a mentira?

Em cenário no qual os ladrões tomaram conta, o
governo regurgita suas entranhas e a economia derrete, os setores da sociedade
precisaram se administrar ao largo dos governos, além de ter que conviver som sua
voracidade para se manter de pé. Como um corpo doente, o governo come dinheiro
de boa cepa e devolve excrementos de mau cheiro. E neste faroeste, uma boa parte
da hotelaria foi engolida pelo clima de medo e deu sinais de cansaço. Outra
parte conseguiu surfar a onda antes do tsunami e uma outra parte, pequena, ainda
não percebeu o esgotamento do modelo e sucumbiu ao canto da sereia, abandonou os
caminhos da hospitalidade e se atirou nos braços da Real Estate Industry (Indústria imobiliária).

Breve Histórico de um case de super oferta de algumas cidades
Porto Alegre e Rio Grande foram vítimas de duas
ações do governo que podem ser vistas como um avanço ou como um retrocesso,
dependendo do ponto de vista, porém, qualquer que seja a forma de ver, a
indústria naval provocou uma corrida competitiva entre a EBI e a hotelaria
tradicional estabelecida na cidade que se renovou e expandiu, assim, a cidade
aumentou seu tamanho em ¼ e sua oferta hotelaria em 300%. Do outro lado da
laguna, a capital sofreu um boom de novos endereços que transformou a sua diária
hoteleira na mais barata do país e destruiu vários os hotéis antigos.

Anúncios e Vapor
Nos anos de 2013 a 2015, mais de 50 anúncios de novos condo-hotéis foram colocados na
imprensa, entretanto, em buscas nas prefeituras anunciadas, metade deles não se
tornaram sequer consultas. Isso leva a concluir que houve a prática de “vapor”,
para auscultar o mercado em uma pesquisa invertida. Dos anúncios anteriores que
emplacaram em 2015, os mais vistosos foram os que se realizaram em Gramado,
Porto Alegre e Rio Grande.

Gramado inaugurou em 2015 o Kehl Haus, o Cercano, o Laghetto Pedras Altas e o Encantos Hortênsias que, juntos, colocaram
no mercado, mais de 300 novos quatros, provocando um impacto próximo de 8% da
oferta da cidade. 6 pequenas pousadas também abriram as portas e completaram o
novo mapa da oferta hoteleira da cidade número um no desejo dos brasileiros.
Obras aceleradas como os GJP-Prodigy, Stilo-Borges e Snowland-Termas Resort,
devem ofertar outros 600 novos quartos em 2016/2017. Na prefeitura de Gramado,
15 novas pousadas foram aprovadas e devem se somar aos atuais 4931 quartos em
166 endereços de hospedagem na cidade de 36,8 mil habitantes, que simula, junto
com a cidade vizinha de Canela, um parque temático com mais de 200 pontos de
alimentação fora do lar, 65 atrativos turísticos, 12 destes como únicos no
país.

Porto Alegre em 2015 colocou no mercado apenas
um anúncio de meio de hospedagem e nenhuma abertura: o Laghetto Stilo no bairro
Auxiliadora – (será erguido pela Goldstein-Cirela), já nasceu gerando
conflito criado por algum retrógrado que não entende a mecânica de produção de
um condo-hotel e denunciou o mesmo para a Comissão de Valores Mobiliários.

Um olho no peixe e dois olhos no gato
A velha hotelaria da capital não toma jeito: ela, na
personificação de seus “donos”, em parceria com seus bufões travestidos de mega
especialistas em tragédias negociais e comunicadores mal pagos, passam muito
mais tempo preocupados com os concorrentes reais ou imaginários, do que com seus
clientes, funcionários e com a qualidade de seus prédios. Isso foi observado
pela primeira vez na abertura de um hotel no centro de Porto Alegre em 1958 e se
repetiu em 1975, 2000 e agora em pleno século das otas e dos paypals da vida, se
está colocando o mesmo arranhado e velho disco para tocar: uma denúncia na CVM,
com origem conhecida e endereço certo, foi disparada contra o novo
empreendimento da Goldstein-Cirela e ocorreu um foguetório quando se anunciou o
fracasso do empreendimento do MGrupo na Av. 24 de outubro, no elegante bairro
Moinhos de Vento. Também tem bateria de foguetes preparada para o anuncio da
postergação da abertura do Intercity da Segunda Perimetral para 2018.

Obras inacabadas
O risco de ficarem obras inacabadas atrapalhando a vista em algumas cidades é grande, muito
em função das demoras. Do mesmo jeito que algumas “obras da Copa” continuam
sendo realizadas, a exemplo das trincheiras (passagens de nível de transversais
pela terceira perimetral – que não progridem, seja por falta de verba, ou por
falta de projeto ou por falta de vergonha na cara.

Fechamentos
O único hotel da capital gaúcha a não resistir o “efeito pós-Copa”, foi o Plaza Porto Alegre,
que teve pompa e circunstância no encerramento de suas operações. Um ícone da
hotelaria da cidade, com mais de meio século de história, “afundou atirando”:
saiu do mercado com direito a coquetel para anunciar novos rumos para a empresa
porém, parecendo secretamente, querer chamar a atenção para os problemas
criados pelos concorrentes que não respeitam história ou memória e tomaram-lhe
os clientes, ou simplesmente a nova economia.

Junto com o “Plazinha”, alguns endereços
desapareceram da lista de hotéis da capital, dentre os que nasceram na euforia.
Nomes como Bragança e Rishon, e alguns hostels, se apresentavam como meio de
hospedagem ou hotéis, porém eram apenas alojamento de operários, criados pelo
pelo furor das obras e pelo Ministério Público do Trabalho.
Porto Alegre e sua Região Metropolitana, em cinco anos, construíram dois
estádios, uma estrada, uma ponte, três shopping-centers, duas avenidas e três
viadutos, além de duplicar a Celulose e o Pólo. Com uma série de acidentes –
alguns fatais – nos alojamentos das obras, a justiça do trabalho entrou em cena
e obrigou as empreiteiras a dar pouso digno para os operários e isso resultou em
uma boa oportunidade de alguns hotéis ganharem em forma de hospedagem barata,
com até 4 pessoas em um quarto, com café da manhã e jantar. Surgiram alguns
endereços simples, até mesmo improvisados, que alteraram o mapa de ocupação da
cidade por algum tempo. Com o fim das obras, estava decretado também o fim
desses hotéis “temporários”, que serviram como munição para os alarmistas e para
as vítimas desta euforia. A hotelaria “por decreto” funcionou pouco tempo e não
resistiu aos ditames do mercado.

O ano se encerra dando notícias que duas empresas hoteleiras antigas, de Porto Alegre,
daquelas onde o “escravo” é obrigado a chamar o filho do patrão de “doutor”,
estão por mais de um semestre no vermelho e se encaminham para passar à história.

Redes
As redes – sejam de que segmento for, não sobrevivem muito fácil no RS. Foi assim com as casas
Bahia e assim está sendo com a Walmart, que anunciou o fechamento ou enxugamento
de grife Nacional de supermercados. Da mesma forma que muitas marcas nacionais
ou globais quebraram a cara no estado, as redes hoteleiras “estrangeiras” pensam
ENE vezes antes de se aventurar por aqui. Isso tem feito a festa das redes
locais, como Intercity, Laghetto, Encantos e Dall´onder, que sombrearam a ACCOR
que, talvez por este motivo, tomou cuidado, depois de ver subir e descer suas
bandeiras em várias cidades emblemáticas como Torres, Gramado, Caxias do Sul e
Porto Alegre, franqueou a Atrio para a maioria de suas operações no estado.

Condo-hotéis
O modelo de quase todos os novos endereços de hospedagem no estado ou são condomínios
hoteleiros ou são as pragas da hotelaria chamadas aluguel de temporada.

Os condohoteis são, na verdade, a maneira simples e criativa que os construtores descobriram
para se livrar de dois verdugos: os bancos e seus juros escorchantes e o governo e seus tributos
insuportáveis.

Aluguel de Temporada – o que é isso?
Uma forma de hospedagem temporária que concorre com a
hotelaria regular, aproveitando residências temporárias, desativadas ou
destinadas a investimentos lúdicos. Uma mania dos humanos bem sucedidos
financeiramente é a de ter a segunda moradia e a terceira moradia, de
preferência uma na praia e outra na montanha. O termo aluguel de temporada é, na
verdade e no fundo, “aluguel de casa de temporada” e não para o locador passar
temporadas, como a abreviatura pode sugerir. Isso então, criou uma base
instalada que está sendo oportunisticamente potencializada pelas novas formas de
comercialização. Da mesma forma, pode gerar três prejuízos: para o turista, que
não tem segurança ou garantia de hospedagem, para os cofres públicos que perde
arrecadação e para a hotelaria regular, que arca com a propaganda e com a
qualificação e vê o destino ser desqualificado por exemplos como os dois a
seguir.

Ivone Ferraz, presidente do sindicato patronal dos hotéis da costa leste do RS viveu neste mês,
uma cena de filme: dois policiais militares em uma viatura oficial escoltaram uma família argentina até
a sede da entidade para reclamar da hospedagem. Eles alugaram uma casa que não
existe! Pagaram, vieram e ficaram na rua, foram à polícia e a polícia foi ao
sindicato. Na conversa com os argentinos, Ivone descobriu que na Argentina tem
mais propaganda de “casas de temporada” no RS que propaganda de hotel regular.
Ao perguntar para estes PSEUDOTURISTAS porque alugar uma casa ao invés de ir
para um hotel eles foram simplistas: “é mais barato e é o que cabe no meu
bolso”. Pela sua perfeita educação, formação e talento, ela não replicou, mas,
os Hermanos ficaram sem seu dinheirinho suado e dormiram na rua.

Em Gramado, mais de 400 endreços estão
disponíveis em redes sociais, otas e nos indefectíveis carros velhos oferecendo
“vagas”, apartamentos e casas. No ocaso do ano de 2015, “mais um caso de Locação
clandestina, e pior, fraude: uma moça veio com a família para Gramado, mas,
antes depositou 50% do aluguel da casa e chegando na cidade, descobriu que a
casa não existia e tiveram que dormir no carro, no posto de gasolina, para no
outro dia tentar achar algo dentro das possibilidades deles”. Este é um relato
simples feita em rede social pro uma profissional de hotelaria que se sente
atingida por esta prática que compromete a qualidade e o nome do destino onde
ela se insere.

A Meca e o Mico
Gramado se tornou a Meca dos turistas nos últimos 5 anos, isso explodiu em 2015 e, com isso,
também ela também atrai muitos olhares, cria muitas oportunidades e também
provoca ira e desejo em muitos. Redes de lojas de todos os portes correm a abrir
pontos em endereços caros, sem pesquisa de mercado para saber se o lugar
aceitaria ou comporta a operação, pequenos cozinheiros de final de semana abrem
restaurantes e corretores de última hora oferecem imóveis irreais por preços
obscenos. São os efeitos colaterais do sucesso. Na hotelaria regular, a abertura
de hotéis ainda não esgotou o potencial da cidade, que pode evoluir sem susto,
desde que a promoção, a infraestrutura e a mobilidade e os acessos permitam. Um
dos sinais de não esgotamento da oferta no destino é que, ao ser comparado com
outros de atratividade parecida, ela ganha em competitividade e perde em
quantidade, sinalizando que o mercado ainda nãos e esgotou.

De outro lado, a contrapartida da Meca que virou
Mico, ocorreu em Rio Grande, na outra ponta do estado, onde a hotelaria correu
para lá como se vai à corrida do ouro e achou o infortúnio de uma indústria
estagnada e cujo futuro depende muito mais dos humores de Brasília ao invés da
força da economia local.

Filhos da Euforia
Mesmo assim, a euforia irresponsável pode determinar o fracasso de algumas propostas,
inclusive a de promover turismo bastantão, pensando que com isso se cria riqueza.

Os frutos desta euforia desmedida e ufanista
pode ser também uma forma de depredar o destino e os cuidados nem sempre são bem
entendidos pelos que acham que turismo é ação social e não apenas negócio, inserido na economia.

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MGrupo fecha e deixa obras inacabadas

A água bateu no andar de cima: MGrupo, empresa incorporadora, fez furor nos últimos anos ao produzir projetos vistosos e pela forma agressiva como foi ao mercado comprando empreendimentos e lançando obras de alto risco.
Como suas obras estavam paradas há algum tempo, a notícia não será uma novidade, porém, deixa algumas lições aos “abutres” do mercado. Porto Alegre, Lajeado, Gravataí e Bagé serão as cidades mais afetadas

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