Hotelaria se moverá

De abril de 2017 em diante, tradicional endereço hoteleiro na Rua Miguel Tostes, 30, no Bairro Moinhos de Vento em Porto Alegre, terá nova bandeira: LAGHETTO VERTICE MANHATTAN.
O atual hotel Manhattan conta com 188 apartamentos e está operando desde 2001, já tendo passado pelas bandeiras Parthenon e Mercure.Sob a marca LAGHETTO já é administrado, a 100 metros desse endereço, na Rua Dr. Vale, desde 2014, o Laghetto Viverone, cujo Gestor Geral será dali deslocado para o novo endereço. Somando os atuais 122 do Laghetto Viverone, aos 188 do Manhattan que será integrado em abril, a Operadora terá 310 quartos em seu portfólio na capital gaúcha, até a conclusão das duas novas obras hoteleiras que estão em andamento: o do Stilo Axis na região da Carlos Gomes e a Vollare no Aeroporto Salgado filho, com conclusão prevista para os próximos dois anos.
O anúncio foi feito ontem, durante a confraternização de final de ano da operadora, em Gramado, orígem e onde fica a sede da empresa Laghetto, pelo seu Diretor, Plínio Ghisleni.
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Hotelaria Gaúcha em 2015 e uma visão sobre 2016

José Justo

Ameaças
A maior ameaça para
a hotelaria em 2015 e 2016 é o ‘Aluguel de temporada”.

As prefeituras precisam regular isso, uma vez
que proibir é impossível, indesejável e fere a livre iniciativa, para lembrar três
conceitos: o da segurança, o da saúde do turista e o da concorrência desleal via
tributação. Assim, chamemos a vigilância sanitária e a câmaras de vereadores
para criar uma lei tributária que coloque dentro do sistema legal estes novos
atores.

Oportunidades
As maiores oportunidades
estão na expansão dos novos mercados, na utilização maciça da tecnologia e na
fusão de empresas.

Em tempos de crise, a moeda mais valorizada é a
criatividade, por isso, o ano de 2016 será o ano da inteligência competitiva.
Quem for mais criativo vencerá os menos corajosos e comprará suas empresas. Um
super guru americano diz que “em tempos de vacas gordas
se vende produtos e em tempos de vacas magras, se compra
concorrentes”.

Desafio
O maior desafio será fazer mais, com menos.

2013 e 2014 foram os anos da euforia. 2015 foi e 2016 será ano do desafio. Quem criou reservas e souber surfar sobre as
dificuldades artificiais criadas de forma aleatória algures e alhures, fará
sucesso, quem não entender o momento e mudar radicalmente, será – ou já foi –engolido.

2015 foi um ano que marcou a vida dos brasileiros como o “ano após Copa”, e apenas no Rio de Janeiro ele foi “o
ano antes das Olimpíadas”. Com as mesmas incongruências que são mais visíveis na
última semana do último mês do ano: no primeiro bloco de notícias, a euforia de
inaugurar uma obra revolucionária como o Museu do Amanhã e no segundo, a crise
do estado que não paga salários e não trata os doentes. Para alguém que
raciocine, pode ser que a pergunta a não querer calar seja: onde está a mentira?

Em cenário no qual os ladrões tomaram conta, o
governo regurgita suas entranhas e a economia derrete, os setores da sociedade
precisaram se administrar ao largo dos governos, além de ter que conviver som sua
voracidade para se manter de pé. Como um corpo doente, o governo come dinheiro
de boa cepa e devolve excrementos de mau cheiro. E neste faroeste, uma boa parte
da hotelaria foi engolida pelo clima de medo e deu sinais de cansaço. Outra
parte conseguiu surfar a onda antes do tsunami e uma outra parte, pequena, ainda
não percebeu o esgotamento do modelo e sucumbiu ao canto da sereia, abandonou os
caminhos da hospitalidade e se atirou nos braços da Real Estate Industry (Indústria imobiliária).

Breve Histórico de um case de super oferta de algumas cidades
Porto Alegre e Rio Grande foram vítimas de duas
ações do governo que podem ser vistas como um avanço ou como um retrocesso,
dependendo do ponto de vista, porém, qualquer que seja a forma de ver, a
indústria naval provocou uma corrida competitiva entre a EBI e a hotelaria
tradicional estabelecida na cidade que se renovou e expandiu, assim, a cidade
aumentou seu tamanho em ¼ e sua oferta hotelaria em 300%. Do outro lado da
laguna, a capital sofreu um boom de novos endereços que transformou a sua diária
hoteleira na mais barata do país e destruiu vários os hotéis antigos.

Anúncios e Vapor
Nos anos de 2013 a 2015, mais de 50 anúncios de novos condo-hotéis foram colocados na
imprensa, entretanto, em buscas nas prefeituras anunciadas, metade deles não se
tornaram sequer consultas. Isso leva a concluir que houve a prática de “vapor”,
para auscultar o mercado em uma pesquisa invertida. Dos anúncios anteriores que
emplacaram em 2015, os mais vistosos foram os que se realizaram em Gramado,
Porto Alegre e Rio Grande.

Gramado inaugurou em 2015 o Kehl Haus, o Cercano, o Laghetto Pedras Altas e o Encantos Hortênsias que, juntos, colocaram
no mercado, mais de 300 novos quatros, provocando um impacto próximo de 8% da
oferta da cidade. 6 pequenas pousadas também abriram as portas e completaram o
novo mapa da oferta hoteleira da cidade número um no desejo dos brasileiros.
Obras aceleradas como os GJP-Prodigy, Stilo-Borges e Snowland-Termas Resort,
devem ofertar outros 600 novos quartos em 2016/2017. Na prefeitura de Gramado,
15 novas pousadas foram aprovadas e devem se somar aos atuais 4931 quartos em
166 endereços de hospedagem na cidade de 36,8 mil habitantes, que simula, junto
com a cidade vizinha de Canela, um parque temático com mais de 200 pontos de
alimentação fora do lar, 65 atrativos turísticos, 12 destes como únicos no
país.

Porto Alegre em 2015 colocou no mercado apenas
um anúncio de meio de hospedagem e nenhuma abertura: o Laghetto Stilo no bairro
Auxiliadora – (será erguido pela Goldstein-Cirela), já nasceu gerando
conflito criado por algum retrógrado que não entende a mecânica de produção de
um condo-hotel e denunciou o mesmo para a Comissão de Valores Mobiliários.

Um olho no peixe e dois olhos no gato
A velha hotelaria da capital não toma jeito: ela, na
personificação de seus “donos”, em parceria com seus bufões travestidos de mega
especialistas em tragédias negociais e comunicadores mal pagos, passam muito
mais tempo preocupados com os concorrentes reais ou imaginários, do que com seus
clientes, funcionários e com a qualidade de seus prédios. Isso foi observado
pela primeira vez na abertura de um hotel no centro de Porto Alegre em 1958 e se
repetiu em 1975, 2000 e agora em pleno século das otas e dos paypals da vida, se
está colocando o mesmo arranhado e velho disco para tocar: uma denúncia na CVM,
com origem conhecida e endereço certo, foi disparada contra o novo
empreendimento da Goldstein-Cirela e ocorreu um foguetório quando se anunciou o
fracasso do empreendimento do MGrupo na Av. 24 de outubro, no elegante bairro
Moinhos de Vento. Também tem bateria de foguetes preparada para o anuncio da
postergação da abertura do Intercity da Segunda Perimetral para 2018.

Obras inacabadas
O risco de ficarem obras inacabadas atrapalhando a vista em algumas cidades é grande, muito
em função das demoras. Do mesmo jeito que algumas “obras da Copa” continuam
sendo realizadas, a exemplo das trincheiras (passagens de nível de transversais
pela terceira perimetral – que não progridem, seja por falta de verba, ou por
falta de projeto ou por falta de vergonha na cara.

Fechamentos
O único hotel da capital gaúcha a não resistir o “efeito pós-Copa”, foi o Plaza Porto Alegre,
que teve pompa e circunstância no encerramento de suas operações. Um ícone da
hotelaria da cidade, com mais de meio século de história, “afundou atirando”:
saiu do mercado com direito a coquetel para anunciar novos rumos para a empresa
porém, parecendo secretamente, querer chamar a atenção para os problemas
criados pelos concorrentes que não respeitam história ou memória e tomaram-lhe
os clientes, ou simplesmente a nova economia.

Junto com o “Plazinha”, alguns endereços
desapareceram da lista de hotéis da capital, dentre os que nasceram na euforia.
Nomes como Bragança e Rishon, e alguns hostels, se apresentavam como meio de
hospedagem ou hotéis, porém eram apenas alojamento de operários, criados pelo
pelo furor das obras e pelo Ministério Público do Trabalho.
Porto Alegre e sua Região Metropolitana, em cinco anos, construíram dois
estádios, uma estrada, uma ponte, três shopping-centers, duas avenidas e três
viadutos, além de duplicar a Celulose e o Pólo. Com uma série de acidentes –
alguns fatais – nos alojamentos das obras, a justiça do trabalho entrou em cena
e obrigou as empreiteiras a dar pouso digno para os operários e isso resultou em
uma boa oportunidade de alguns hotéis ganharem em forma de hospedagem barata,
com até 4 pessoas em um quarto, com café da manhã e jantar. Surgiram alguns
endereços simples, até mesmo improvisados, que alteraram o mapa de ocupação da
cidade por algum tempo. Com o fim das obras, estava decretado também o fim
desses hotéis “temporários”, que serviram como munição para os alarmistas e para
as vítimas desta euforia. A hotelaria “por decreto” funcionou pouco tempo e não
resistiu aos ditames do mercado.

O ano se encerra dando notícias que duas empresas hoteleiras antigas, de Porto Alegre,
daquelas onde o “escravo” é obrigado a chamar o filho do patrão de “doutor”,
estão por mais de um semestre no vermelho e se encaminham para passar à história.

Redes
As redes – sejam de que segmento for, não sobrevivem muito fácil no RS. Foi assim com as casas
Bahia e assim está sendo com a Walmart, que anunciou o fechamento ou enxugamento
de grife Nacional de supermercados. Da mesma forma que muitas marcas nacionais
ou globais quebraram a cara no estado, as redes hoteleiras “estrangeiras” pensam
ENE vezes antes de se aventurar por aqui. Isso tem feito a festa das redes
locais, como Intercity, Laghetto, Encantos e Dall´onder, que sombrearam a ACCOR
que, talvez por este motivo, tomou cuidado, depois de ver subir e descer suas
bandeiras em várias cidades emblemáticas como Torres, Gramado, Caxias do Sul e
Porto Alegre, franqueou a Atrio para a maioria de suas operações no estado.

Condo-hotéis
O modelo de quase todos os novos endereços de hospedagem no estado ou são condomínios
hoteleiros ou são as pragas da hotelaria chamadas aluguel de temporada.

Os condohoteis são, na verdade, a maneira simples e criativa que os construtores descobriram
para se livrar de dois verdugos: os bancos e seus juros escorchantes e o governo e seus tributos
insuportáveis.

Aluguel de Temporada – o que é isso?
Uma forma de hospedagem temporária que concorre com a
hotelaria regular, aproveitando residências temporárias, desativadas ou
destinadas a investimentos lúdicos. Uma mania dos humanos bem sucedidos
financeiramente é a de ter a segunda moradia e a terceira moradia, de
preferência uma na praia e outra na montanha. O termo aluguel de temporada é, na
verdade e no fundo, “aluguel de casa de temporada” e não para o locador passar
temporadas, como a abreviatura pode sugerir. Isso então, criou uma base
instalada que está sendo oportunisticamente potencializada pelas novas formas de
comercialização. Da mesma forma, pode gerar três prejuízos: para o turista, que
não tem segurança ou garantia de hospedagem, para os cofres públicos que perde
arrecadação e para a hotelaria regular, que arca com a propaganda e com a
qualificação e vê o destino ser desqualificado por exemplos como os dois a
seguir.

Ivone Ferraz, presidente do sindicato patronal dos hotéis da costa leste do RS viveu neste mês,
uma cena de filme: dois policiais militares em uma viatura oficial escoltaram uma família argentina até
a sede da entidade para reclamar da hospedagem. Eles alugaram uma casa que não
existe! Pagaram, vieram e ficaram na rua, foram à polícia e a polícia foi ao
sindicato. Na conversa com os argentinos, Ivone descobriu que na Argentina tem
mais propaganda de “casas de temporada” no RS que propaganda de hotel regular.
Ao perguntar para estes PSEUDOTURISTAS porque alugar uma casa ao invés de ir
para um hotel eles foram simplistas: “é mais barato e é o que cabe no meu
bolso”. Pela sua perfeita educação, formação e talento, ela não replicou, mas,
os Hermanos ficaram sem seu dinheirinho suado e dormiram na rua.

Em Gramado, mais de 400 endreços estão
disponíveis em redes sociais, otas e nos indefectíveis carros velhos oferecendo
“vagas”, apartamentos e casas. No ocaso do ano de 2015, “mais um caso de Locação
clandestina, e pior, fraude: uma moça veio com a família para Gramado, mas,
antes depositou 50% do aluguel da casa e chegando na cidade, descobriu que a
casa não existia e tiveram que dormir no carro, no posto de gasolina, para no
outro dia tentar achar algo dentro das possibilidades deles”. Este é um relato
simples feita em rede social pro uma profissional de hotelaria que se sente
atingida por esta prática que compromete a qualidade e o nome do destino onde
ela se insere.

A Meca e o Mico
Gramado se tornou a Meca dos turistas nos últimos 5 anos, isso explodiu em 2015 e, com isso,
também ela também atrai muitos olhares, cria muitas oportunidades e também
provoca ira e desejo em muitos. Redes de lojas de todos os portes correm a abrir
pontos em endereços caros, sem pesquisa de mercado para saber se o lugar
aceitaria ou comporta a operação, pequenos cozinheiros de final de semana abrem
restaurantes e corretores de última hora oferecem imóveis irreais por preços
obscenos. São os efeitos colaterais do sucesso. Na hotelaria regular, a abertura
de hotéis ainda não esgotou o potencial da cidade, que pode evoluir sem susto,
desde que a promoção, a infraestrutura e a mobilidade e os acessos permitam. Um
dos sinais de não esgotamento da oferta no destino é que, ao ser comparado com
outros de atratividade parecida, ela ganha em competitividade e perde em
quantidade, sinalizando que o mercado ainda nãos e esgotou.

De outro lado, a contrapartida da Meca que virou
Mico, ocorreu em Rio Grande, na outra ponta do estado, onde a hotelaria correu
para lá como se vai à corrida do ouro e achou o infortúnio de uma indústria
estagnada e cujo futuro depende muito mais dos humores de Brasília ao invés da
força da economia local.

Filhos da Euforia
Mesmo assim, a euforia irresponsável pode determinar o fracasso de algumas propostas,
inclusive a de promover turismo bastantão, pensando que com isso se cria riqueza.

Os frutos desta euforia desmedida e ufanista
pode ser também uma forma de depredar o destino e os cuidados nem sempre são bem
entendidos pelos que acham que turismo é ação social e não apenas negócio, inserido na economia.

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Desafios da hotelaria para 2016

O Frontdesk enviou para 20 hoteleiros de todo o país a pergunta que não quer calar:
Quais são os desafios que a hotelaria deverá vencer em 2016 para fazer sucesso?
Recebemos 10 respostas e em metade, elas são parecidas: “economizar” e “manter receitas”.

Leia as respostas, clicando AQUI
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Frontdesk: Café com Manuel Suarez e Adeli Sell

Manuel Suarez

Manuel Suarez

O Frontdesk reuniu para um café de final de tarde, Manuel Suarez e Adeli Sell. Na pauta, entre um fumegante cafezinho da Joaquina e outro: ECAD, política, leis, liderança, protagonismo, hotelaria e a organização da cidade.
Adeli reviu suas batalhas em favor da sociedade porto-alegrense em 4 mandatos e concluiu: “ninguem vive sem política” e isso mostra que ele já arregaçou as mangas para correr atrás de mais um mandato.
Suarez, construtor de hoteis e líder sindical, exercita seu instinto de águia e vaticina: “ou nos antecipamos aos problemas, como ECAD, PPCI, Acessibilidade e Leis trabalhistas ou seremos atropelados e choraremos depois”.
Manuel Suarez é um espanhol que foi criado na Argentina até a adolescência, quando acompanhou o pai para o Brasil e aqui fincou raízes. Constrói e opera hoteis há 34 anos, tendo hoje unidades em Novo Hamburgo – onde se originou a rede – São Leopoldo, Campo Bom, Canoas e Porto Alegre. Alem de empresário, ele é uma liderança empresarial respeitada, por suas posições coerentes, à frente do Sindicato Intermunicipal da Hotelaria do Rio grande do Sul, uma entidade que representa a hotelaria presente em 95% do território gaucho. Também coordena o Conselho de Turismo da Fecomércio-RS, onde reúne várias lideranças do trade gaúcho em torno das principais demandas da hotelaria e do turismo do RS.
Adeli Sell é político de Porto Alegre. Catarinense acidental, nasceu em Palhoça em 1953, vindo para Porto Alegre pós-adolescente. Filho de pequenosadeli sell agricultores, aos vinte anos, pegou a única maleta da família e de carona veio parar em Porto Alegre, cidade que o adotou e o elegeu vereador por 4 mandatos. Livreiro por vocação e professor por devoção, desde 1996 atuou como vereador até 2012, quando foi para a suplência do legislativo porto alegrense e atuou no governo do estado como subsecretário de agricultura até 2014. Em 2016 ele baterá voto para a vereança da capital.
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Do limão, a limonada

As perspectivas não são otimistas: uma crise estaria assolando o Brasil, dela não escapando qualquer pessoa. O modelo consumista que vinha sustentando o que agora se vê era pseudo desenvolvimento econômico, ora fragmentado pela inflação, juros altos, e desemprego desenfreado.
Tudo ainda envolto em uma névoa em torno da presidente, cuja popularidade atingiu índice de apenas um dígito, e numa ameaça de agência internacional de aumentar a possibilidade de risco para investimento no país.
Os doutos em matéria econômica afirmam que a turbulência (sendo adotadas as medidas necessárias. As de Levy estão difíceis de emplacar) vai amainar apenas no alvorecer de 2017.

Bem, parece-me que é hora de fazer do limão a limonada, até que a borrasca passe.

Alguns setores reúnem peculiaridades que os tornam favoritos para assumir a liderança na retomada como o turismo, de maneira ampla, e a Bacia de Campos (norte do estado do Rio de Janeiro, maior produtora de petróleo do Brasil), como região predestinada ao desenvolvimento.
Não são poucos os analistas a dizer que o açodamento de Eike Batista em fazer tudo ao mesmo tempo (o que ocasionou a sua debacle) serviu, ao menos, para colocar o porto do Açu na berlinda dos grandes negócios. Lá, apesar da crise se abater forte, são claros os indícios de que a economia não se entregou de um todo, e está pronta para uma reação impactante.
No Porto do Açu foi recentemente inaugurado um terminal para escoamento de minério de ferro e bauxita, que está operando de maneira muito forte. Uma ponte está sendo implantada em excelente ritmo, reduzindo em mais de 100km a ligação do porto com o norte do país.
O Porto do Açu (quando concluído) será o maior do Brasil, e um dos maiores do Mundo. E muitas empresas já estão projetando atuação na região. E nem se precisa dizer que novos hotéis foram inaugurados, estão sendo construídos ou vão ser erguidos. Mas…só bandeiras internacionais.
Quanto ao turismo (ficam fora os hotéis, por enquanto) pode reagir apenas com inventividade e inovação, pois as pessoas continuarão viajando (ou saindo de casa, passeando nos fins de semana).Com uma diferença: terão menos dinheiro para gastar.
Com inventividade destacar os estímulos certos para que saiam e inovar nas ofertas, oferecendo “o melhor serviço, a melhor gastronomia, a culinária mais típica” e, certamente, o melhor custo-benefício.
E os hotéis? A situação da hotelaria gaúcha, talvez, esteja chegando a um ponto perigoso de sua trajetória. Vem resistindo com bravura a chegada ao Rio Grande do Sul de bandeiras internacionais, enfrentando-as com coragem e qualidade de serviços.
Contudo, o cenário está ficando sombrio e o desalento não pode ser o paradigma do setor, pois a descrença sempre é má conselheira.
Não seria o caso das lideranças difundir entre os associados possíveis benesses existentes no acordo do Ministério do Turismo com o Ministério do Desenvolvimento prevendo compartilhamento de informações para ampliar investimentos estrangeiros no turismo, gerando oportunidades de negócios no Brasil?
Para o ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, o acordo está alinhado com a estratégia de inserir o turismo na pauta econômica do país, com a facilitação da entrada de investimentos produtivos por meio da Rede Nacional de Informações sobre o Investimento (Renai).

Floripa, nova meca da indústria hoteleira

Assédio das redes hoteleiras e das empresas de alta tecnologia se justifica pelo turismo de negócios e pelos eventos,
e a preferência das empresas de TI ocorre pela infra-estrutura de comunicação e por ser um “berço de cérebros”.

Leia mais: http://www.frontdesk.tur.br

(Publicado originalmente em Frontdesk – José Justo)

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Hotelaria: crise, que crise?

Aparentemente, o setor hoteleiro no Brasil parece não temer a anunciada crise econômica que estaria atingindo o pais. Enquanto a imprensa fala em recessão, falta de financiamento, falta de oportunidades, diminuição de empregos e cortes “catastróficos” no orçamento dos ministérios, o do Turismo divulga quase que semanalmente informações e pronunciamentos plenos de otimismo.
O que, diga-se de passagem, é muito bom: ao menos um segmento nacional estimula a autoestima do brasileiro. No tom do ministério do Turismo não importa que o brasileiro já não possa viajar tanto para o exterior (o que, por sí só, é bom para a economia nacional) porque nas viagens internas são batidos recordes.
E tais recordes são avaliados pela hotelaria nacional, que passou a apostar na pujança do setor, como mostra um levantamento da consultoria BSH International, especialista em investimentos hoteleiros no Brasil, apontando que o setor prevê investir R$ 2,3 bilhões ao longo de 2015. A expectativa é que sejam abertos 54 novos hotéis até o final do ano, o que significa 8,9 mil novas unidades habitacionais para o parque hoteleiro. As inaugurações devem gerar cerca de 5,2 mil empregos, de acordo com a consultoria. Conforme estudo de caracterização das viagens internas no Brasil, do Ministério do Turismo, a hospedagem corresponde a cerca de 13% do gasto médio em viagens de brasileiros. Os serviços hoteleiros estão entre os mais bem avaliados pelos turistas nacionais que fazem viagens internas: 93,7% estão satisfeitos com a qualidade dos hotéis, pousadas e resorts. Para os estrangeiros, a aprovação chega a 93,5% para a infraestrutura de alojamentos e 97,6% para a hospitalidade.
Por sua vez, o ministro do Turismo Vinicius Lummertz destacou, ainda, que apesar do cenário de ajustes econômicos, o turismo brasileiro deve ganhar 20 dias extras no Calendário Nacional de Viagens com os seis feriados nacionais marcados para 2015. O impacto das viagens extras na economia deve chegar em R$ 18,6 bilhões, de acordo com projeção do Ministério.