Não confunda muçulmano com terrorista

História

ISLAMISMO – religião monoteísta (século VII – criada por Maomé).
Muçulmano – apenas sinônimo.
Deus é ALAH.(Maomé o porta-voz).
OBS: etnia – árabe. Ex: iraquianos, egípcios, marroquinos, palestinos, sauditas, etc.)

Alah, (o Criador), ao qual todos devem demonstrar “submissão” (em árabe, Islã).

Maomé casou-se com Cadija, pregando o MONOTEISMO em época de politeismo. Maomé sabia que seria perseguido pelos aristocratas se tentasse mudar os costumes. Fugiu  (hégira – 622 dC) de Meca para Medina (à época Yathrib). A hégira  tornou-se a data inicial da nova religião e o ano zero do calendário muçulmano.
Instalou sua Comunidade Muçulmana (UMMAH).
Maomé não demorou para provar que era um dos grandes líderes da História. Em dez anos subjugou Meca e todas as tribos de Hijaz (região árabe).
Em 632, morreu Maomé, desencadeando uma disputa pela sua sucessão como líder dos muçulmanos, ou califa.
Califa é um título atribuído ao líder religioso da comunidade islâmica, considerado pelos muçulmanos como um dos sucessores do profeta Maomé.
A palavra “califa” é derivada de khalifa, versão abreviada de khalifatu rasulil-lah, expressão que significa “Sucessor do Mensageiro de Deus”.

O califa é o chefe máximo de um califado, que consiste numa espécie de sistema de governo dos muçulmanos que se baseia nas leis islâmicas (sharia).

Os califas representam a maior autoridade jurídica, política, militar, social e religiosa dentro de seus califados. Comparativamente, um califa pode ser considerado um tipo de imperador, sob a ótica do mundo ocidental.

SUCESSÃO:

Sunitas – (sunas – caminho trilhado):
Abu Bakr(tio – sogro) – 
foi declarado sucessor de Maomé por grupo de muçulmanos, e são conhecidos como sunitas. Seguem apenas aquilo que Maomé determinou ao longo de sua vida.
Constituem 85% dos muçulmanos.
[(Suna (compilação dos ensinamentos de Maomé)  – Sunitas (seguidores da suna).]


Xiitas – [(shiat ali (partido de Ali)] –
muitos muçulmanos preferiram apoiar Ali ibn Abu Talib, primo e genro de Maomé (casado com Fátima, filha).
Os que apoiaram Ali passaram a ser chamados de “xiitas”, de Shiat Ali (“Partido de Ali”).

(Existem muitas subdivisões).

  1. Após várias dinastias de califados que comandaram o mundo islâmico, o título de califa foi oficialmente abolido quando o Império Otomano foi desfeito pela República da Turquia, em 1924.

    Em 2014, um grupo dejihadistas sunitas anunciou a criação de um califado na região que ficou conhecida por Estado Islâmico (entre a Síria e o Iraque), sob o comando do califa Abu Bakr al-Baghdadi.
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  2. Jihad
    1 – guerra santa muçulmana; luta armada contra os infiéis e inimigos do Islã.

2 – dever religioso dos muçulmanos de defender o Islã através de luta [Pode ser cumprido, doutrinariamente falando, de quatro formas: pelo coração, purificando-se espiritualmente na luta contra o diabo; pela língua e pelas mãos, difundindo palavras e comportamentos que defendam o que é bom e corrijam o errado; ou pela espada, praticando a guerra física.].

Sharia.

Sharia é o código de leis do islamismo. Em várias sociedades islâmicas atuais, ao contrário da maioria dos países ocidentais, não há uma separação clara entre a religião e o Estado ou entre a religião e a justiça. Todas as leis, ou a maioria delas, são religiosas e têm como base o Alcorão e as opiniões dos líderes religiosos. Existe, porém, uma imensa diferença na interpretação e implementação da lei islâmica nas sociedades muçulmanas.
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ATENÇÃO

Hoje, a mais perigosa ideologia existente no mundo é o islamismo, surgida no Estado Islâmico.

A ideologia islamista não equivale à religião islâmica ou muçulmana como tal. O islamismo é uma forma radical e violenta do islã.

Assim como o fascismo e o comunismo, o islamismo é:

  • totalitário por natureza (quer controlar tudo e todos);
  • expansionista (quer crescer e submeter o máximo possível de pessoas ao seu controle);
  • extremamente violento (disposto a matar quem quer que se oponha a ele).

O islamismo se opõe à liberdade:

  • de pensamento e de expressão;
  • de iniciativa, empreendedorismo e mercado;
  • de religião – ou de não praticar religião alguma;
  • de reunião e de associação;
  • de imprensa.

O islamismo se opõe aos direitos humanos e não hesita em destruí-los nos lugares em que se implanta.

O islamismo rejeita o princípio da total separação entre a religião e o Estado. Em sua visão, um governo só é legítimo se estiver sujeito às leis religiosas, que, no caso, são as da sharia.

A sharia, ou lei islâmica, se baseia nos ensinamentos do Corão (o livro sagrado islâmico) e da Suna (a compilação das palavras e atos atribuídos a Maomé). Na interpretação islamista da sharia, entre outras coisas:

  • toda pessoa nascida muçulmana deve permanecer muçulmana: caso se converta a outra religião, deve ser executada;
  • adúlteros devem ser apedrejados até a morte;
  • quem insulta o islã ou Maomé deve ser açoitado severamente ou executado;
  • a poligamia masculina é aceita, assim como o casamento infantil.

Essa interpretação islamista da sharia é posta em prática, entre outros países, no Irã, no Sudão, na Arábia Saudita e em partes da Nigéria, do Iraque, do Paquistão, do Afeganistão e da Síria.

O islamismo quer, no entanto, que o mundo inteiro seja submetido à sharia e considera que qualquer um que se oponha ao seu expansionismo é “o inimigo” e deve ser destruído.

QUANTOS ISLAMISTAS HÁ NO MUNDO?

Levando em conta que há cerca de 1,5 bilhão de muçulmanos no planeta, se 10% deles forem favoráveis à aplicação de tais princípios extremistas, poderemos estimar em assombrosos 150 milhões o número de islamistas “teóricos”.
Desta quantidade, é preciso calcular quantos estarão dispostos a apoiar o islamismo não apenas de palavra, mas também com ações violentas, o que, na prática, significa concordar com o terrorismo perpetrado por grupos como o Estado Islâmico, a Al-Qaeda, o Talibã, o Hamas, o Hezbollah, o Boko Haram, o Al-Shabaab. Imaginemos que 2% dos 150 milhões de islamistas “de palavra” sejam islamistas “de fato”: teremos assim 3 milhões de pessoas – ou seja, 3 milhões de terroristas potenciais.


O PERIGO DA GENERALIZAÇÃO RADICAL

Diante deste panorama preocupante, é crucial não cairmos nós próprios no radicalismo de generalizar, esquecendo que uma coisa é a ideologia islamista e outra coisa é a religião muçulmana.

Há grandes diferenças entre os muçulmanos comuns e os grupos radicalizados pela ideologia islamista (principalmente, jovens perturbados em todo mundo).
E o primeiro passo é entendermos de que se trata, com objetividade e sem generalizações… extremistas.

 

 

 

 

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