A vez e a hora da imagem e marca

O cenário econômico brasileiro, em geral, e o do Rio Grande do Sul, em particular nunca esteve tão propício à criatividade e à inovação. Dinheiro não há.
Segmento no qual a criatividade e a inovação sustentam o desenvolvimento é o da denominada Economia Criativa.(1)
No âmbito do instituto da “Economia Criativa”, ideias, imaginação, criatividade e inovação aplicam-se a quaisquer segmentos da economia, ou seja, a qualquer atividade econômica.
Assim, conhecimento e criatividade seriam o principal “capital” utilizado, podendo-se concluir que o Turismo pode ser considerado como um dos alicerces da economia criativa, pois apenas com sua imaginação e iniciativa (eventos) o indivíduo pode alterar a situação em mais de 60 segmentos da economia local.
Afinal, o Banco Mundial estima que a economia criativa já responde por aproximadamente 7% do PIB mundial.
Porto Alegre se destaca no setor com

Porto Alegre em Cena
Bienal do Mercosul
Feira do Livro POA
Centro Mundial de Assistência à Saúde.

Infelizmente, a visão holística (2)  reluta em aparecer nos pretensos conhecedores do “turismo!!!” que ocuparam cargos de liderança na área. Ninguém teve ainda a capacidade de utilizar o marketing holístico(3).
Com tal lacuna na Economia Criativa em Turismo o pior está acontecendo:
Imagem e Marca do Rio Grande do Sul estão esmaecendo. Ou alguém sustenta que o Gauchismo e o Gaúcho ainda têm muito apelo de atração de turistas para o Estado. Isoladamente, fala-se em  Festa Campeira do Rio Grande do Sul (Fecars); e do Encontro de Arte e Tradição (Enart), o maior festival de arte amadora da América Latina, segundo a UNESCO. (Evento tradicionalista gaúcho).
Será que está surgindo em Porto Alegre uma formidável oportunidade de ser aplicada a economia criativa na administração da capital gaúcha? Afinal, pela vez primeira TURISMO surge ligado a DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, integrado a Indústria, Comércio e Serviços.
Vamos torcer para que o novel secretário Ricardo Gomes tenha o perfil adequado à Economia Criativa. Precisaremos de muita imaginação para transformar as oportunidades que aí estão para se criar valor econômico. Luiz Fernando Moraes teve uns lampejos.

(1) –      Economia Criativa –  O termo foi originalmente utilizado por John Howkins  (The Creative Economy, 2001), e trata das ”atividades resultantes do desempenho de indivíduos que usam apenas sua imaginação, transformando-a em valor econômico, criando, produzindo e distribuindo produtos e serviços”.

  • – Visão holística – visão global de “todos os elementos, estratégias e atividades, que resulta em uma representação única da organização. A visão holística é oposta à lógica mecanicista, que compartimenta a empresa em vários blocos, causando a perda da visão global”.
  • – Marketing holístico, expressão criada por Philip Kotler e Kevin Lane Keller – que “ consiste na integração de várias vertentes do marketing, como o marketing de relacionamento, endomarketing, marketing socialmente responsável, webmarketing, marketing integrado, marketing social, marketing interno, branding, etc.”

Uma confederação para impulsionar turismo

Leiam a informação oficial sobre pronunciamento das autoridades federais do turismo, feitos hoje em encontro com líderes empresariais. Um enfoque que venho fazendo há mais de 30 anos, tentando fazer com que o Rio Grande do Sul “acorde” e encare o turismo como atividade econômica, e não apenas como mero empreendimento lúdico.
Turismo é negócio. Fazer terminal turístico para viajantes de um dia ou de fim de semana é algo necessário e benéfico, mas é empreendimento a ser encarado pelos órgãos de assistência social, dentro de um enquadramento de saúde pública. O descanso do trabalhador.
Atirar para dentro das verbas dos organismos encarregados de “fomentar” o turismo é perder qualquer possibilidade de tornar o setor um verdadeiro propulsor da atividade econômica.
Em resumo, a divisão é clara: “DEU LUCRO É TURISMO. É NECESSÁRIO, MAS NÃO DÁ LUCRO, É ATIVIDADE SOCIAL”.
Leiam sobre pronunciamentos do presidente da Embratur e do Ministro do Turismo:
“O presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Vinícius Lummertz, destacou hoje, em reunião com empresários, a necessidade de o Brasil atrair investimentos na área turística para dinamizar a economia brasileira. Durante sua participação no almoço-debate promovido pelo LIDE (Grupo de Líderes Empresariais), em São Paulo, Lummertz defendeu a união das empresas do setor turístico numa entidade que congregue as associações do empresariado, citando o caso das indústrias, como a FIESP e a CNI.
Na visão de Lummertz, o Brasil deveria utilizar exemplos de sucesso como parâmetro e construir uma espécie de ‘CNI do turismo’, para então, junto com o poder público, enfrentar o mercado internacional e transformar o turismo no Brasil, de uma vez por todas, numa notável opção para impulsionar a economia nacional:
“É hora do setor privado se unir num grande pacto para buscar soluções junto com o setor público. A Embratur está pronta para encarar esse desafio”.
Ainda segundo o presidente da Embratur, o turismo deve ser encarado como uma indústria capaz de gerar renda em todo o País. “Precisamos diminuir a burocracia e estimular os negócios turísticos, que chegam a influenciar 53 diferentes setores da economia. A própria indústria é afetada quando se desenvolve o turismo. Um exemplo é o que aconteceu com os aeroportos brasileiros, que melhoram significativamente nos rankings de avaliação após as parcerias público-privadas”, disse.
Em sua apresentação, Lummertz também revelou as potencialidades da integração das cadeias produtivas internacionais do turismo. Segundo ele, a captação de investimentos externos facilita essa incorporação, principalmente quando há maior diálogo entre governo e a iniciativa privada. Lummertz registrou ainda que, para integrar definitivamente o Brasil nesta rede mundial, a Embratur tem ampliado sua área de atuação, agora também com o objetivo de atrair investimento estrangeiro e melhorar o ambiente de negócios.
“Estamos atuando em conjunto com as companhias aéreas na divulgação e na promoção do Brasil. Num País em que o transporte aéreo é fundamental para viabilizar o turismo, as parcerias que já fizemos com a Gol e a TAP mostram um caminho interessante para promover os destinos brasileiros no exterior, ações que poderão contar também com o apoio da rede hoteleira e de operadoras”, destacou Vinicius.
Por sua vez, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, reforçou que para alcançar o cenário desejado, o Brasil deve traçar uma agenda positiva que envolva os setores público e privado. “Precisamos nos unir para alavancar os investimentos no País. Temos que trabalhar juntos para trazer resultados concretos para a economia brasileira”, completou Alves durante sua participação no debate.
Ranking internacional
Na oportunidade, Vinicius Lummertz reforçou a comparação do Brasil com 140 países, onde se destaca em primeiro lugar no mundo em potencial de belezas naturais. “Na contramão, estamos na 135ª posição dos países com potencial para se abrir um negócio no setor de turismo. Tais fatos precisam ser levados em consideração e este cenário precisa mudar, definitivamente”, defendeu o presidente, que encara como missão de sua gestão facilitar a construção de grandes empreendimentos no Brasil.
Ainda durante a reunião do LIDE, Lummertz divulgou a nova campanha de verão da Embratur aos participantes do encontro. O material intitulado “Viva o verão de perto – Venha para o Brasil” é direcionado para Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Peru e Colômbia. “Estamos focados na promoção internacional nos países da América do Sul, com investimentos de R$ 9 milhões na campanha. Durante visitas feitas a alguns destes países, fortalecemos o contato com as agências de viagens, que já estão usando o material e vendendo pacotes para o Brasil. Nosso objetivo é impulsionar o turismo no Brasil”, defendeu Lummertz.”

Turismo de Negócios aumenta em Santa Catarina

Valdir Valendowski e Samuel Koch se revezaram nas boas notas e apresentaram números que criaram grande expectativa na platéia de agentes
e operadores de viagens na abertura do 8º FTN (Fórum Turismo de Negócios).
Valendowski é presidente da empresa de turismo oficial do Estado de Santa Catarina – SANTUR – e Koch é o presidente da
seccional catarinense da Associação Brasileira de Hoteis – ABIH-SC.
O presidente da SANTUR deu 5 notícias que, traduzidas em números, representam boas notas.
1.Todas as cidades do estado estão ligadas por asfalto, garantindo mobilidade e qualidade na mobilidade e,
consequentemente, no turismo;
2.Turismo representa 12% do PIB do estado.
3.SC é o 6º maior PIB do país, mesmo sendo um estado territorialmente pequeno.
4.O Beto Carrero World deve bater em 2,5 milhões de visitantes em 2015.
5.Os argentinos, que representaram 1.547.000 no último verão, deverão chegar na casa dos dois milhões neste verão que se aproxima, representando 30% de incremento.
O presidente da ABIH apresentou seus números:
aos 41 mil leitos da capital, se soma outro tanto localizados nas outras dez regiões turísticas do estado, que estão apresentando ligeiras altas (pequenas, mas, alentadoras) em relação a 2014. As reservas pagas antecipadamente provenientes da Argentina, sinalizam com um aumento de 30 a 40% a mais de argentinos em relação a 2014. “efeito do dólar em alta”, diz Samuel.
Além disso, o aeroporto da ilha tem recebido solicitações de pouso de fretamentos para os primeiros meses de 2016, acima da média histórica.
De novo, efeito do dólar”, ele repete.
O FTN, em sua oitava edição, reuniu ontem e hoje (das 21 e 22 de setembro), agentes de viagens e operadores de vários estados e países, para
fazer negócios.
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FrontDesk é um boletim informativo com assuntos de interesse da Cadeia Produtiva do Turismo do Sul do Brasil, enviado para 24.410
endereços.
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Editores: Renato Brenol Andrade & José Justo 54 9914 3117

Fornatur quer suspender vistos durante Olimpíada(1)

“O turismo integra a agenda econômica do Brasil. É líder da luta do desenvolvimento. É importante a criação de zonas de interesses turístico, locais em que serão flexibilizados os tributos, facilitado o processo de licenciamento ambiental e reduzida a burocracia. A proteção ao meio ambiente é fundamental, por isso turismo é importante para garantir o desenvolvimento sustentável”.
Bem, o pronunciamento acima estaria absolutamente correto, se não tivesse sido pronunciado pelo ministro do Turismo Henrique Alves, no condicional, e quase em forma de apelo durante a 81ª reunião do Fórum Nacional de Secretários Estadual de Turismo (Fornatur), realizado esta semana em Foz do Iguaçu.
Disse o ministro: “O turismo tem de ocupar a agenda econômica do Brasil. Temos de formar um exército pela luta legítima do desenvolvimento”, afirmou o ministro Henrique Alves. Ele destacou a importância da criação de zonas de interesses turístico, locais em que se pretende flexibilizar os tributos, facilitar o processo de licenciamento ambiental e reduzir a burocracia. “A proteção ao meio ambiente é fundamental, por isso temos de estimular o turismo como forma de garantir o desenvolvimento sustentável”.
Ou seja: o turismo não ocupa a agenda econômica e não lidera qualquer grupo pró desenvolvimento, e ainda não age em prol da sustentabilidade.
Em contra partida, o presidente do Fornatur e secretário de turismo de Brasília, Jaime Recena, convocou os representantes e secretários para a reunião da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo (Frentur), no Congresso Nacional. O ato, previsto para 15 de julho na capital federal, tem por objetivo agilizar a isenção do visto de turistas americanos durante o período dos jogos olímpicos – iniciativa proposta pelo ministro Henrique Alves em maio para o ministro de Relações Exteriores.
Como se vê, foi a 81ª reunião do Forum, e Marketing Turístico que é bom, nem pensar. (2)
“Por isso ou e apesar de tudo isso, os gráficos de turistas entrando não se mexeram, passando ao largo da Copa, do protagonismo olímpico e passarão mais ao largo ainda nos pós-pós, quando uma nuvem pesada aparece no horizonte a mostrar que, se hoje o Brasil é um país inacessível, no futuro breve ele – turisticamente falando – será completamente esquecido. A não ser…
Que o governo crie coragem, abra mão dos empreguinhos dos amiguinhos e elimine a existência da EMBATUR e da INFRAERO.” (by José Justo, coeditor de Frontdesk).
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(1) – O Fornatur é um colegiado formado pelos secretários estaduais de turismo ou presidentes de órgãos estaduais de turismo com objetivo de deliberar sobre os temas relevantes do setor. O fórum atua como órgão de assessoramento ao Ministério do Turismo.
(2) – Mas, convenhamos – a culpa é do Sistema. O ministro é novo no cargo e, certamente, os secretários e presidentes vão mudar vão mudar nas eleições, sem tempo para aprender.

Turismo está com números inéditos

No ano passado, o turismo brasileiro bateu recordes, conquistou títulos e experimentou cifras inéditas: o país é o 3º maior mercado de aviação doméstica do mundo, número três vezes maior do que há dez anos. A oferta de crédito dos bancos públicos para o setor também cresceu 13 vezes e a receita turística internacional aumentou 170% no período. O número de empregos formais no setor quase duplicou, alçando o país à quinta colocação no ranking mundial de postos de trabalho nessa indústria, com 3,1 milhões de empregos diretos e cerca de 8,5 milhões entre diretos, indiretos e induzidos.

Os números relativos à economia do Turismo reforçam a importância desta indústria na geração de negócios, empregos e renda e os impactos positivos no desenvolvimento regional. Isso se deve à capacidade do setor de atingir todas as camadas sociais”, afirma o ministro do Turismo, Henrique Alves, que participou da abertura da WTM, em São Paulo.

Para Alves, é importante que o governo e o setor privado trabalhem juntos. “Em um ano desafiador como esse, é fundamental que estejamos unidos diante dos obstáculos. Temos avançado nessa missão. Se por um lado o mercado ampliou a oferta de assentos nas aeronaves, cresceu e reduziu as tarifas, por outro o governo está investindo na melhoria dos aeroportos e na construção de um plano de aviação regional. Se os empresários estão investindo em compra de equipamentos e avanços em infraestrutura, o governo libera crédito por meio de bancos públicos para o setor.”, conclui o ministro.

Cerca de 20 mil projetos de desenvolvimento do turismo foram apoiados pelo Ministério do Turismo em mais de 4.600 municípios brasileiros. O objetivo é democratizar a atividade turística no Brasil e incorporar a classe C, que hoje representa mais de 50% da população do país. Embora mais de 100 milhões de brasileiros tenham condições de usufruir das atividades turísticas no país, 62 milhões viajam efetivamente.

O Ministério do Turismo vem estimulando o brasileiro a viajar mais pelo Brasil. Programas de incentivo a públicos segmentados, como o Viaja Mais Melhor Idade, e a adoção de uma estratégia inovadora de promoção do país para os brasileiros, criando a grande ação promocional #partiuBrasil, chegam a viajantes de todos os perfis.

A Política Nacional de Turismo também vem explorando atributos que fortalecem a competitividade turística internacional do país. Em matéria de recursos naturais, o Brasil é o primeiro da lista de 140 países, de acordo com o Banco Mundial. Quando o critério é diversidade cultural, o país figura na lista dos 25 mais atrativos.

O aumento da competitividade, aliás, é um dos maiores legados do período 2011-2014, que inclui a realização da Copa do Mundo no Brasil. A segunda herança mais importante do Mundial é a formação de mão de obra voltada para a indústria de viagens e turismo. O Pronatec Turismo, programa realizado pelo Ministério do Turismo em parceria com o Ministério da Educação, já contabiliza 180 mil alunos matriculados. Esse número é superior à meta do próprio governo, que era de 157 mil matrículas.

(Texto divulgado pela ASCOM (Assessoria de Comunicação do Governo Federal).

Cuidados com a saúde incrementam o turismo no Brasil

A prevenção de doenças e a promoção do bem-estar despontam como uma tendência para o desenvolvimento das atividades turísticas no país.
E Porto Alegre já está surfando nessa onda, graças ao trabalho de promoção e aglutinação realizado pela Secretaria Municipal de Turismo, capitaneada
por Luis Fernando Moraes.
Um dos resultados de todo o envolvimento de Porto Alegre é mostrado em matéria distribuída pela (ASCOM – Assessoria de Comunicação do Governo Federal), de autoria de Tatiana Alarcon.

“O sonho da professora universitária Silvia Frantz é engravidar. Gaúcha da cidade de Ijuí (RS), Silvia recebeu o diagnóstico de endometriose há dois anos. Para realizar o sonho de ser mãe, está se submetendo a uma série de exames e tratamentos que não são oferecidos na cidade onde mora. Silvia foi buscar ajuda em uma clínica especializada na capital do estado, a 480 Km quilômetros de onde mora. A cada três meses, lá está ela, em Porto Alegre. “Aproveito a oportunidade para conhecer um pouco da cidade”, disse.

Assim como a professora de Ijuí, um número cada vez maior de turistas se movimenta pelo país em busca de intervenções médicas e terapêuticas para promover o próprio bem-estar. Dados do Ministério do Turismo mostram que 10,5 mil viagens são feitas pelo país por brasileiros motivadas por esse fim – e cerca de 31 mil turistas internacionais desembarcam no Brasil para tratar da saúde.

Entre as vantagens competitivas do turismo de saúde no Brasil estão a medicina, a tecnologia de ponta e os custos mais baixos que em outros países, além dos próprios atrativos do país, como as belezas naturais e a variedade cultural. As áreas mais requisitadas pelos estrangeiros no país são: cardiologia, oftalmologia, oncologia, odontologia, cirurgia bariátrica e cirurgia plástica, de acordo com cartilha feita pelo Ministério do Turismo, com dados do Ministério da Saúde e da Embratur.

O turismo de saúde é uma alternativa para a sazonalidade no Brasil. “A promoção dessas viagens acontece em épocas de baixa temporada e, apesar de ser um ramo específico, o turismo de saúde é um segmento que contribui para movimentar a economia, em especial a do turismo”, diz José Francisco Salles Lopes, diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo.

Outra vertente do turismo de saúde é o turismo de bem-estar, ou seja, as viagens motivadas pela procura de tratamentos que visam a prevenção de doenças e a busca por uma vida saudável e equilibrada. Entre eles, spas, hotéis de lazer, resorts, balneários, estâncias hidrotermais e centros terapêuticos holísticos.

Com essa proposta, a dentista Juliana Mingossi e o marido, o empresário Marco Mingossi, participaram, em março deste ano, de um cruzeiro marítimo que oferece atividades esportivas e de bem-estar, como dança e yoga. A ideia era comemorar os 20 anos de casamento e aproveitar a diversão com uma alimentação saudável e atividades físicas. “O exercício, para mim, é uma terapia, um momento para me desligar dos problemas”, disse.

O professor de educação física Jorge Brito, que dá aula em cruzeiros, afirma que ao associar a viagem aos exercícios físicos traz benefícios para o corpo e para a mente. Jorge desenvolveu uma modalidade chamada Ropefit (treinamento funcional com corda). “As pessoas buscam esse tipo de viagem para sair da rotina e se divertir. O importante é se movimentar, promover saúde e ser feliz”, diz Jorginho, como é conhecido pelos alunos”.

O lado perverso do turismo

O jornalista Miron Neto, em seu excelente blog, apresentou várias informações sobre o cenário do turismo em Gramado. Material muito bom que permite uma releitura. Miron deu as notícias, e não fez considerações. Seu texto, contudo, permite que se vislumbre o lado perverso do turismo.

1 – exploração imobiliária

“Passadas as festas de final de ano, a pauta do novo Plano Diretor deverá ganhar força nos primeiros dias de 2014. Além das alterações enfrentarem críticas por não serem totalmente conhecidas da população, existem desconfianças em relação à ampliação da área urbana de Gramado em determinados pontos. A autorização para a instalação de condomínios residenciais na Linha 28 é um dos pontos contestados pelos ambientalistas, já que a região possui uma boa extensão de Mata Atlântica, que abriga espécies como pumas, bugios e tucanos. Um especialista ouvido pela coluna diz que as mudanças propostas não alteram significativamente a atual legislação. E o que é mais grave: atende interesses localizados de proprietários de terras. Para completar, o Ministério Público está bem atento ao debate sobre o Plano Diretor”.
Os interesses do investidor/empreendedor nem sempre (ou nunca) são os mesmos da população. Os primeiros querem o lucro e a população quer qualidade de vida. Até agora, estão vencendo os empreendedores.

2 – Quem mais ganhou com o sucesso do 28º Natal Luz

“Quem mais tem ganho com o Natal Luz são os hoteleiros, que registram ocupações sempre acima de 90% nesta edição. E quem contestar estará chorando de barriga cheia ou tentando arrumar desculpas para barrar a construção de futuros hotéis. Pela primeira vez, o preço médio da diária em Gramado superou a do Rio de Janeiro. E isso não é pouca coisa. Os restaurantes, em geral, registram bom desempenho. Mas quem ganhou mesmo foram as casas de lanches. O crescimento da vinda dos emergentes da classe C turbinou lancherias e padarias.
Em terceiro lugar, quem mais tem lucrado é o comércio. Muitos comerciantes se queixam, no entanto, que só estão vendendo os produtos mais simples, outro reflexo da popularização do Natal Luz.”
Quardando as proporções, é a lenta tomada de domínio do “turismo farofeiro”, em detrimento do turismo de “luxo”. Começa, então, a ocorrer o embate entre um sistema econômico em desenvolvimento e um sistema econômico popular. Quem vencerá?

3 – Coca-Cola celebra parceria com o parque Snowland

“A Coca-Cola é uma das primeiras marcas a celebrar parceria de mercheandising com o parque Snowland. Através de contrato com a Vonpar, distribuidora dos produtos Coca-Cola na região Sul, foi instalada dentro do parque de neve uma escultura em forma de garrafa com o refrigerante mais popular do mundo. Em volta dela, estão pequenos bancos em forma de cubos de gelo, que já se tornaram um dos pontos mais fotografados do local.
Além da presença na área fria do Snowland, a Coca-Cola também está com seus produtos nos dois restaurantes e no pub do parque”.
Os investimentos são cada vez maiores e a gestão econômica apela para patrocinadores-masters (ainda que tal nome não seja usado).O que acontecerá quando uma “central” tiver poderio suficiente para ditar regras?
O patamar é outro, mas analisem o que aconteceu ao Brasil com as imposições da Fifa.